Por vezes em pequenas ideias nascem grandes criações. Qual é a tua vocação?

Todos nós em algum momento na vida questionamos qual a nossa vocação, ou qual o nosso emprego de sonho. Posso dizer que não me formei no meu emprego de sonho. Ser professora não é de facto a minha profissão de eleição. Ter jeito para ensinar é diferente do que ter paixão por o fazer. E mesmo que não esteja a exercer, por vezes penso que deveria ter investido noutra formação académica. Tirando claro as pessoas que tive o privilégio de conhecer e que não teria conhecido se lá não tivesse ido parar.

Sempre fui muito virada para as artes. Aliás uma das minhas grandes frustrações foi não ter seguido Artes no 10º ano e ter sido forçada a escolher Humanidades. Acho que desde essa altura que parei de desenhar, porque ainda guardo em mim essa deceção. Mas a minha maior paixão é a escrita. Mesmo tendo bastantes lacunas penso que é o meio pelo qual me consigo exprimir melhor.

Gostava de ser cronista de Viagens, um pouco ao estilo do Gonçalo Cadilhe. Não imaginam o quanto o admiro e o quanto o invejo. Para além da minha condição económica não o permitir, tenho uma lacuna que não abona nada a meu favor. A inspiração não flui tanto quanto desejaria. Tenho um historial de ensaios inacabados de perder de vista. Um deles inclusivamente sobre a minha viajem ao Quénia.

Penso que não se trata apenas de preguiça, mas de inspiração e de prática. Porém estou a ponderar inscrever-me num wokshop de escrita. Acho que me ia ajudar a fazer pelo menos deste sonho um hobbie, contando as peripécias que tive em cada viajem que fiz. Quiçá assim me sentisse um pouco mais completa.

E um dia, quando concretizar o meu sonho de fazer uma viajem de Norte a Sul de Itália, escrever sobre isso. Das poucas cidades que conheci de Itália sempre me senti em casa. Não consigo definir se foram as pessoas, a comida ou a arquitetura que me cativou. Mas foi o lugar que mais me inspirou e que me deixou aquela vontade inabalável de querer conhecer mais. Imagino-me de mochila às costas, com a máquina fotográfica, um caderno e, como não podia deixar de ser, com dinheiro para gastar. Todos os dias provaria uma iguaria local, e teria de obrigatoriamente de escrever sobre uma pessoa que conhecesse ou me chamasse a atenção diariamente. Pronto, já me estão a nascer ideias a torto e a direito. Falta só mesmo partir.

Considero que são estas ambições que nos fazem acreditar um pouco mais no futuro. Por vezes em pequenas ideias nascem grandes criações. Não sabemos o que o futuro nos reserva e às vezes o destino reserva-nos grandes surpresas. Já tive tantas reviravoltas na minha vida, tantos caminhos percorridos que nunca imaginei que pudesse trilhar.  Tenho consciência do grande privilégio que tive em poder viajar para diferentes destinos e inclusivamente viver noutro país. Principalmente o facto de me ter cruzado com diferentes pessoas com diferentes histórias de vida e que me enriqueceram enquanto pessoa. Tenho que obviamente frisar que todo este percurso tornou-se ainda mais especial por ter tido ao meu lado uma das pessoas mais importantes na minha vida: a minha irmã não de sangue mas de coração. São estes pedaços da minha história de vida que constroem o que sou hoje e que em grande parte criam em mim a ambição de um dia conseguir trabalhar naquilo que mais gosto. O importante é não deixar de sonhar, caso contrário qual o sentido em viver?

E quanto a ti,  qual é a tua vocação?

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