Depois dos 30

Embora a idade seja apenas um número, a verdade é que as coisas começam a mudar depois dos 30.
 Deixamos principalmente de fazer fretes e passamos a conseguir dizer mais vezes um Não sincero, em vez de uma desculpa piedosa.
Começamos a dar menos importância à opinião de certas pessoas, principalmente a opiniões de comadres de serviço ,  a quem não pedimos qualquer opinião, mas que estão sedentas por uma boa richa social que alegre os seus dias monótonos.
As coisas têm outro valor, aprendemos a dar mais importância à qualidade do que à quantidade. Isto aplica-se não só a pequenas coisas, como um casaco que pode ser caro mas durar mais, como também às amizades em que o ciclo de amigos fica mais fechado.
Passamos a ser muito mais realistas, não que sonhemos menos, mas ganhamos uma maior consciência de quão difícil é atingir determinados objetivos. Medimos os riscos e as consequências de uma forma mais calculista e decidimos se vale ou não a pena apostar.

As noites e diretas numa discoteca são substituídas por uma noite de amena cavaqueira num bar entre amigos com música ambiente e com um nível de decibéis mínimo que permita manter uma conversação a uma distância próxima.
Passamos a apreciar de uma forma mais exigente a restauração, e não nos prendemos tanto a tendências. A nossa opinião é muito mais sincera porque também nos tornamos mais exigentes.
Quando viajamos apreciamos as coisas com um olhar clínico e estamos abertos a todos os estímulos. Queremos sentir tudo desde a cultura até ao garfo num belo prato regional. Principalmente porque aquela viajem saiu do nosso bolso.
Se és solteiro/a depois dos 30 vês as relações de uma forma mais fria. Se tens alguém e as coisas não estão assim tão bem, consegues pensar de uma forma mais fria e não cais naqueles dramas à Hollywood. Não dá, segues em frente. A vida é curta demais para estraga-la com filmes de fazer chorar as pedras da calçada.
Olhas para trás e pensas várias vezes “se soubesse o que sei hoje…” e isto aplica-se a vários temas da nossa vida. Teria estudado mais, teria lutado mais por N pessoa, teria sido menos totó na escola, teria seguido Ciências em vez de Humanidades, Etc.
Começamos a utilizar expressões como “No meu tempo…” para comparar os devaneios da juventude.  Expressão esta que ouvíamos vezes sem conta da boca dos nossos pais. No final de contas tivemos os nosso próprios devaneios na adolescência, mas sofremos de amnésia conviniente.
Resumindo, depois dos 30 ou começamos a viver ou a lamentar-nos pelo caminho que escolhemos. Cabe-nos a nós decidir qual a melhor perspectiva, se estamos a meio do caminho ou se chegamos ao fim da linha.

 

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