Viver

Cada Inverno que vivo

É um novo recordar

Cada Verão que assisto

É um velho despertar

Esta Primavera de mim

É enredo do momento

Num dia sou pomar de cetim

Noutro sou mar em tormento

Ai, se eu pudesse ser manhã

E na noite acordar

Seria o sol que não entranha

E a lua ao despertar

Ai esta angustia atormenta

Saber que fui sol e lua

E o medo que me enfrenta

É a morte, pois sou sua

Não posso ser ontem nem depois

Sou o derradeiro agora

Oh morte, por quem sois?

Sois o instante em cada hora…

Ana Diogo (2008-05-30)

Republicado a partir de Poesia e Desencontros da alma 

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2 comentários em “Viver

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